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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Apresentando: Tony, o magnífico!

Meninas,

Nós temos aqui em casa dois cachorros: o Fiel e o Tony. Ambos enooooormes!

Eu apenas falei brevemente do Tony aqui no blog. Mas ele merece mais, muito mais!

Tony é um baita cachorrão, enorme e muito peludo. Um vira-latas adorável e muito carinhoso.

Em dezembro fará DEZ anos, portanto já é um idoso. Sua saúde não anda nada boa... Lembram-se quando disse aqui que este ano de 2009 é um ano de ficar com o coração apertado? Ele é uma das razões.

Cães de grande porte adoecem muito mais cedo - e isto já vem ocorrendo há algum tempo com o Tony. Mas como sei que está relacionado também à idade, nem mencionei.

Mas ele merece um espaço muito especial neste blog, porque ele ocupa este espaço especial em minha vida. Ele me salvou muitas vezes da solidão, é um baita companheiro.

Não é elétrico e estabanado com o Fiel. Desde filhote é mais contido, mais obediente, mais calmo, mais dócil... Enfim, sei que um dia terei de me despedir, mas já sinto falta desse grandalhão.

O Tony foi uma zebra, pois é cruzamento de cães de casas vizinhas: um Old English Sheepdog (da raça da Priscila da Tv Colosso) com um Husky Siberiano. Nossa, nem é bonito, mas pra mim é o mais lindo do mundo...

Com 30 dias pesava 4 quilos, acreditam? Meu pai me falava: "esse cão ficará enorme!"; e eu desconversava. Como meu pai não queria cachorro grande nem entendia nada de raças, dizia a ele que ficaria médio, no máximo (mentirinha do bem...hihihi). Hoje pesa uns 45 quilos! ...hahaha

Depois, com minha mudança pra SP, o Tony tornou-se do meu pai. Era seu grande companheiro, mimadíssimo!

Teve diversas doenças quando filhote, inclusive parvovirose e tétano! Sobreviveu, é um guerreiro.

Agora sua jornada se encaminha para o final, eu sei disso... Desde que meu pai faleceu ele não anda bem, sente saudades, deu uma bela decaída. E tento me preparar para essa despedida, que será dolorosa.

Tentei tirar umas fotos do fofucho pra postar aqui, mas ele só quis saber do ossinho que lhe dei, ficou deitadão...

Vejam como é engraçadinho, peludão, fófis total e com os olhos tão doces...




















Ao lado do amigo Fiel, um jovem impetuoso e que morre de ciúmes do Tony!  :O)















Lembram-se do meu pé de manga? Os frutos já estão enormes! Logo poderemos colhê-los. Infelizmente será a última frutificação antes de cortá-lo (como disse aqui, será cortado para o aumento do supermercado), que ocorrerá no início de 2010.









E aqui o Creminho, gatinho que era do meu pai, relaxando no jardim que  desaparecerá com a tal reforma  :O(





Este ano são muitos os motivos que me deixaram abatida, e quase todos estão relacionadas às lembranças que tenho do meu pai: os pés de manga e pitanga que ele plantou e o jardim que era dele serão destruídos.

O Tony, seu grande companheiro, amuando a olhos vistos na caminhada final da velhice. O Creminho que também já tem idade.

Eu me apego muito a animais e plantas. Eles se tornam da família, sem distinção de grande monta. Para mim é assim...

Parece que partes do meu pai que estavam comigo (as plantas e os animais), estão partindo também. O lado racional me sacode e diz que será melhor, que ele aprovaria (como realmente aprovou em vida). Mas o coração não obedece à razão - e sofre...

Essas coisas não tem explicação, são as dores que cada um tem que carregar...

Tenham todas um ótimo dia!

Beijooooooo


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um gatinho procurando por seu dono

Nós temos um gato muito especial, pois é "herança" do meu pai.

O Creminho, assim chamado, era fissurado pelo meu pai. Começou a dormir na garagem de casa, durante a noite, como quem não quer nada. Meu pai tinha peninha e lhe dava ração, leitinho, carninha, foi se afeiçoando ao danadinho - super defensor da garagem, territorialista ao extremo.

Tudo ia bem, até que um dia Creminho foi atropelado. Como sequela do acidente, teve um pequeno AVC e perdeu parte dos dentes. Desde o acidente e posterior tratamento, Creminho nunca foi mais o mesmo. Passou a ter medo, a ter problemas de visão noturna e a apanhar de outros gatos de rua.

Ficou então decidido que ele passaria a morar conosco, dentro de casa. Meu pai, inicialmente, relutou - mas não teve jeito.

Creminho veio "para dentro" e nunca mais saiu de nossas vidas. Isso já tem quase 2 anos, sendo que ele dormia com meu pai e acompanhou toda a doença que o acometeu até seu falecimento - há um ano e dois meses.

E para quem diz que gatos não se apegam ao donos, deveriam ter vindo em casa presenciar as noites seguidas em que o gatinho chorava, a procura do meu pai. Foram meses tentando reanimá-lo, o gato quase faleceu de tristeza, de saudade.

Mas numa dessas reviravoltas da vida, Creminho encontrou um novo pai e a ele se apegou com afinco: meu irmão!

Porque, afinal, são os gatos que escolhem seus donos. E meu irmão caçula foi o privilegiado. Desde então o gato reanimou, melhorou e passou a dormir em outro quarto, em outra companhia tão carinhosa quanto a do meu pai.

Ele ainda chora pelo meu pai, por incrível que pareça! Algumas noites ele se planta em frente a porta do quarto que era do papito e se põe a chorar, a emitir um miado agudo e muito triste, como se pedisse para que meu pai voltasse.

Isso é apenas um exemplo de como os gatos são amorosos e apegados aos seus donos - assim como os cães.

Vejam nosso Creminho:

No brinquedo destruído pelas garras da galera felina...rs




Não pode ver uma gaveta aberta que já se acomoda!






Tomando o sol matutino na janela... Hummm, delícia de vida!








Sem contar que o danado está bem gordinho, não é mesmo?

Dieta nele!...hehehe

Beijoooooooooo