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domingo, 20 de setembro de 2009

Decamerão, de Giovanni Boccaccio

Quando eu cursava a faculdade de Letras (fiz na Unicamp, em Campinas), havia a lista de livros obrigatórios. Não conseguiria se formar sem que fossem lidos. Claro que os li, pois os exames eram tão rigorosos que era impossível passar por eles com "resumos" daqui e dali, que todo universitário esperto consegue.

Mas também havia a lista de livros "sugeridos" - não era necessário saber de fio a pavio, poderia passar por exames com as leituras superficiais dos resumões. No caso, uma lista relativamente extensa. E, confesso, nem todos eu li - apelava mesmo aos resumos. Por diversas razões cometi esse pecado: fazia Direito ao mesmo tempo em que cursava Letras, morava em república, a vida era corrida, batalhava estágio e, o principal, achava os livros muito chatos. Enfim, deixei pra lá.

Anos depois, com a mudança do meu irmão para a Europa, "herdei" dele sua mini biblioteca - muito respeitosa, por sinal.

Qual não foi minha surpresa ao me deparar com grande parte dos livros sugeridos da Unicamp? No mínimo a metade dos livros da listagem estavam em minhas mãos (que suavam de felicidades). Teria de tomar providências: lê-los! 

Resolvi pegar esta antiga lista de sugeridos e seguir à risca sua leitura. E tenho feito isso vagarosamente, intercalando com outras leituras que me apetecem. Eu não os leio: os saboreio...

Tudo isso para lhes dizer que o livro da vez na minha lista é "Decamerão", do escritor italiano Giovanni Boccaccio. Belíssima leitura da Europa que vivia sob o medo da Peste Negra (século XIV), que acabou por dizimar cerca de 50 milhões de pessoas.

É uma coletânea de novelas bem curtas, num total de 20 histórias, que são contadas por 10 jovens (7 mulheres e 3 homens) que se auto-exilam da Peste no campo, nos arredores da cidade grande, enquanto esta fervilha com a morte.

São histórias muito encantadoras e realistas e, se alguém desejar, poderei relatar algumas delas. São adoráveis. Estou terminando o segundo livro e me deliciando.

O livro, em si, é um divisor de águas na literatura mundial, pois iniciou a fase do Realismo - e este levou ao Humanismo, posteriormente.

Descrevo tudo isso para dizer o seguinte: por que será que julguei tão mal esse livro nos meus 20 anos? O que será que nele me desanimou? Ou será que eu mudei tanto assim?

São questionamentos que me surgem, me comovem e dos quais me cobro. Como posso ter deixado passar esse livro em minha vida, sem ter me dado conta de sua beleza e importância? Eu jamais o teria lido se não fosse pela doação do meu irmão (e sou grata a ele!).

Isto serve de exemplo para muitos que se desanimam diante de uma leitura, inicialmente, difícil. Vale a pena insistir mais algumas páginas, mais um capítulo, se concentrar e tentar se deixar levar pelas palavras ali enredadas. E posso dizer isso de experiência própria.

Deus abençôe Boccaccio e sua inigualável visão...

Olhe aí o livro:











E a Ni (Lola) supervisionando e pedindo atenção...rs

Se alguém desejar dicas de livros, estou a postos!

Beijos em todas!



sábado, 19 de setembro de 2009

Vivo ou Morto?

O "meninão" da foto é o Bartolomeu. Mais conhecido como Bartô.

É o gato da minha mãe. Simplesmente apaixonado e obcecado por ela! E só serve ela e mais ninguém no mundo!

Minha mãe o adotou de um vizinho. Ele gostava do gato, mas a esposa o judiava demais. A velhinha tinha uma bengala, por problemas na perna, e dava bengaladas no coitado. Até hoje ele não pode ver um pedaço de madeira que remeta à bengala da bruxa. Ele sai correndo! Quando foi morar com a minha mãe era pele e osso, cheio de feridinhas, sarnento. Um horror!

Cuidamos dele, castramos, vermifugamos. Hoje ele só come ração da melhor qualidade. Sem contar no carinho que a minha mãe tem por ele. São unha e carne, não se desgrudam (detalhe: minha mãe não gostava de gatos). O gato hoje está irreconhecível.

Se a minha mãe sai ele fica fazendo plantão, a sua espera. Nos intervalos ele dá uma dormidinha porque, afinal, o gatão não é ferro.

Vejam ele dormindo esperando a minha mãe, do ladinho do portão lateral. Não parece que foi baleado por uma gang de traficantes??...hahahaha




E ele "jaz"....rs



Anoitece e ele continua esperando!








Olha o meninão no colo do outro. Ele no colo do meu irmão, que é bem grandinho. Prestem atenção no tamanho do gato: pesa 9 quilos!



É ou não é lindo? Ou melhor, no plural: são lindos, meu irmão e ele...rs



Pena que ele só gosta da minha mãe....snif....humpf....   :'(

Mas é lindo de doer!

Beijos em todas!


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

E o Tutu?

O Tutu é um Lord, um verdadeiro príncipe que só falta pedir licença. Ele se distancia das pendengas dos curioso Lola e Pitico.

Mas está sempre por perto, pra saber de mim e ver se rola um carinho nos intervalos...rs

Aqui meu príncipe:



Olha ele dando um "oi" pra vocês!...rs


Meus ajudantes trapalhões!

Vou mostrar as fotos do Pitico e da Lola fuçando na minha bagunça, quando pintava minhas caixinhas.

Curiosos como são, estão sempre me rondando para saber das novidades...hehehe

O Pitico ficou bem assutado com o flash da máquina. Tadinho, deu um baita pulo depois:



Aqui a meiguice da Lola, me ajudando a pintar e conferindo a finalização, pra saber se não há erros!







Pelo visto ela aprovou!...rs




Beijos em todas!