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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Meu Príncipe Daniel e sua Missão




Foto do meu sobrinho Daniel




Olá Meninas!

Então anteontem doi Dia do Amigo e eu me esqueci??....hehehe

Mesmo atrasada, deixo-lhes meus sinceros cumprimentos e agradecimentos por esse dia especial. Acho que parabéns atrasado também vale né?  ;O)

Hoje quero abrir meu coração e lhes contar o que, até então, era um segredo de família.

Venho lhes falar de um garotinho muito especial em minha vida: trata-se do meu sobrinho Daniel William.

O Daniel hoje tem 3 anos e mora na Europa com sua mamãe, a querida Augusta. De tanto trocar e-mails com a Augusta já me afeiçoei a ela, sempre tão cordata e com espírito de boa mãe.

O Daniel é filho do meu irmão mais velho, o William, que trabalha na Europa como médico há alguns anos.

Por diversas razões, que não desejo adentrar por ser uma questão familiar, só soube da existência do Daniel há pouquíssimo tempo.

Depois de saber da notícia, que pegou uma família inteira de surpresa, não sosseguei enquanto não consegui o e-mail da mãe dele para saber mais do menino, para me solidarizar e para um dia conhecê-lo.

Depois de muitos contatos e descobertas felizes - e outras nem tanto -, soube que meu irmão não o conhecia.

Quase surtei de desgosto, caí numa tristeza profunda por saber desse lindo menino sem conhecer o próprio pai. Nesses momentos em que tramava uma reviravolta no caso, pensava sempre em meu pai: um pai zeloso, carinhoso, presente, brincalhão. Comecei a refletir o que seria da minha vida sem esse pai que tive e lamentei muito pelo Daniel.

E foi com essa minha tristeza e com os pensamentos voltados para o meu pai, que comecei minha maratona de tia fervorosa.

Infernizei meu irmão o máximo que pude, ameacei ruptura (deveria era ter ameaçado um voodoo!), briguei de verdade (com telefones que ele desligou em minha cara), aquinhoei seguidores (meus outros irmãos, minhas cunhadas e sobrinhos) e mantive uma dura batalha com ele por telefone, e-mail, msn e o diabo.

Tudo que estava ao meu alcance para que ele fosse ver o neném, eu fiz.

Primeiro a Augusta mandou as fotos do Daniel ao meu irmão que, de cara, já me escreveu dizendo: lindo como o pai, tem os olhos do avô paterno, é um boneco.

Mas minha luta continuou: faltava ele ir até lá cumprir seu papel de pai.

E depois de tanta briga e fazer com que meu irmão derretesse uma pontinha do iceberg, de alguma forma consegui tocá-lo lá no fundo de sua alma... Lancei mão de nossas lembranças de infância, de nosso pai, de nossa formação e, enfim, ele se decidiu por conhecê-lo.

Ligou-me dias antes, escreveu-me ansioso e com medos: medo de não ser aceito, do neném não querer lhe tocar, de não ser bem recebido pela mãe dele, pela família dela. Meu irmao é 11 anos mais velho que eu, mas me sinto muitas vezes como sua mãe...rs

Mas eu o acalmei e disse que tudo daria certo.

O encontro, depois de longos 3 anos para o pequeno Daniel, foi marcado para este último domingo, dia 18/07.

Passei o dia todo ansiosa, pensando neles, no que daria tal encontro e apresentação.

E finalmente, por volta das 19hs, meu irmão me ligou. Com a voz embargada, muito emocionado, se derretou inteiro e abriu seu coração: "ele é meu filho, ele é lindo, ele é grande, ele é adorável, inteligente, esperto, ele tem cabelos de fogo..."

Chorou por um tempo, como que arrependido pelo mal que causou e pelo tempo que perdeu, e disse que de agora em diante tudo será diferente. 

Meu coração de tia  e irmã acelerou e junto com ele me emocionei, desejei ter estado ao seu lado naquele encontro.

Mas por um lado bateu-me uma imensa alegria pelos três principais envolvidos: o Daniel, que agora conhece o pai; a mãe Augusta; que  fica com o coração mais tranquilo por saber quão importante isso é na formação de uma criança e meu irmão que descobriu mais um filho que poderá amar incondicionalmente.

Depois de tudo consumado, me surgem reflexões...

Homem, definitivamente, é um bicho estranho. A mulher já tem toda a carga maternal desde pequena, já nasce amando até suas bonecas - tanto que me apaixonei pelo Daniel antes mesmo de ver suas fotos.

Não digo todos, mas alguns homens são diferentes e necessitam de um contato, ao menos visual, para que amoleçam seu coração.

Depois deste último domingo, estou certa de que meu irmão será outro homem, pois ele já me telefonou transformado - algo raro de ver nele. Tem planos, tem sonhos e está determinado a apresentá-lo aos outros filhos o mais breve possível.

Todos merecem um segunda chance - inclusive o meu irmão que foi tão omisso -, mas o que eu disse a ele é que, a partir de agora, ele não tem mais o direito de errar, a não ser por excesso de amor.

Mas desse amor eu não duvido, pois o médico taciturno e amargo de outrora, voltou vibrante e feliz falando do SEU pequeno Daniel. Sim, ele disse "meu pequeno Daniel, meu anjo ruivo, meu gordinho, meu amor".

Que sejam todos muito felizes, esse é o meu desejo.

Esta postagem é para esse pequenino que já amo com todo meu coração, o meu Príncipe Daniel, que pode ter vindo ao mundo com a difícil missão de derreter um grande iceberg... seu próprio pai...

Obrigada por tudo, querida Augusta: por ser uma mãe guerreira, equilibrada, carinhosa e presente.

Bem vindo à família, doce Daniel.



"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontros pela vida"

(Vinícius de Moraes)
















***********

Queridas:

Sei que estou devendo visitinhas, mas amanhã as farei tá?

Hoje estou tão emocionada com essa postagem e tão feliz em falar desse pequenino, que não tenho vontade nenhuma de perder esses pensamentos...

Mas me aguardem, que certamente as visitarei!  :O)

Tenham um ótimo dia!

Beijoooo



Tenham todas um lindo dia!



segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Desilusão

Olá meninas!

Voltei!

(.........)

Eu gostaria de agradecer todos os comentários postados neste tópico.

Em meu desabafo, acabei por atingir outros membros da família e, assim, piorar o piorado. Minha mãe já tem 71 anos e, em consideração a isso, tomei esta providência.

Para evitar maiores transtornos, tomei a liberdade de deletar a postagem.

Em respeito ao carinho de vocês, todos os comentários serão mantidos.

Permitam-me agradecê-las e dizer-lhes que os verdadeiros irmãos são aqueles que escolhemos, aqueles que decidimos que façam parte de nossas vidas.

Com este blog, muitos de vocês foram meus diletos escolhidos.

Muito obrigada por tudo!

Mas, agora, bola pra frente! :O)

Beijoooo


 






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Um beijo grande em todas!


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um gatinho procurando por seu dono

Nós temos um gato muito especial, pois é "herança" do meu pai.

O Creminho, assim chamado, era fissurado pelo meu pai. Começou a dormir na garagem de casa, durante a noite, como quem não quer nada. Meu pai tinha peninha e lhe dava ração, leitinho, carninha, foi se afeiçoando ao danadinho - super defensor da garagem, territorialista ao extremo.

Tudo ia bem, até que um dia Creminho foi atropelado. Como sequela do acidente, teve um pequeno AVC e perdeu parte dos dentes. Desde o acidente e posterior tratamento, Creminho nunca foi mais o mesmo. Passou a ter medo, a ter problemas de visão noturna e a apanhar de outros gatos de rua.

Ficou então decidido que ele passaria a morar conosco, dentro de casa. Meu pai, inicialmente, relutou - mas não teve jeito.

Creminho veio "para dentro" e nunca mais saiu de nossas vidas. Isso já tem quase 2 anos, sendo que ele dormia com meu pai e acompanhou toda a doença que o acometeu até seu falecimento - há um ano e dois meses.

E para quem diz que gatos não se apegam ao donos, deveriam ter vindo em casa presenciar as noites seguidas em que o gatinho chorava, a procura do meu pai. Foram meses tentando reanimá-lo, o gato quase faleceu de tristeza, de saudade.

Mas numa dessas reviravoltas da vida, Creminho encontrou um novo pai e a ele se apegou com afinco: meu irmão!

Porque, afinal, são os gatos que escolhem seus donos. E meu irmão caçula foi o privilegiado. Desde então o gato reanimou, melhorou e passou a dormir em outro quarto, em outra companhia tão carinhosa quanto a do meu pai.

Ele ainda chora pelo meu pai, por incrível que pareça! Algumas noites ele se planta em frente a porta do quarto que era do papito e se põe a chorar, a emitir um miado agudo e muito triste, como se pedisse para que meu pai voltasse.

Isso é apenas um exemplo de como os gatos são amorosos e apegados aos seus donos - assim como os cães.

Vejam nosso Creminho:

No brinquedo destruído pelas garras da galera felina...rs




Não pode ver uma gaveta aberta que já se acomoda!






Tomando o sol matutino na janela... Hummm, delícia de vida!








Sem contar que o danado está bem gordinho, não é mesmo?

Dieta nele!...hehehe

Beijoooooooooo




domingo, 27 de setembro de 2009

O cão mais lindo do mundo é sempre o nosso!

Olá fofas!

Desculpem-me a demora nas postagens. A Internet aqui teve problemas e tivemos de trocar o modem.

Escrevo para falar do nosso cachorro - que, assim como todos no mundo que são proprietários de caninos, também acho o meu o mais lindo de todos!  :O))

Temos dois cachorros aqui em casa e hoje mostrarei um deles.

Seu nome é uma homenagem a um cachorro da mesma raça que tivemos na infância e que faleceu prematuramente. Nós o adorávamos e lhe demos o mesmo nome. Quando o meu irmão o viu em uma feira de animais no ano passado foi amor à primeira vista: não tinha como ele não ser nosso!

Seu nome é Fiel e é um collie de 1 ano e 6 meses. Pertence ao meu irmão, mas é encantadoramente apegado a mim: porque eu o mimo, dou guloseimas, petiscos, ossinhos, faço  mega carinhos, levo para passear e converso muito com ele.

Collies em geral são super apegados aos donos, mais que o normal. E com o Fiel não é diferente: é extremamente grudento e carinhoso. Morre ciúmes do companheiro de jornada Toni (um vira de quase 10 anos que é encantador!).

Por mais que eu fale dele não conseguirei passar a vocês tudo que ele representa para nós, pois nos trouxe muita alegria e companheirismo - além de ser um cão de guarda excelente, que impõe muito respeito!

Eu já me entristeço, pois quando meu irmão se casar o levará consigo. Já ando preocupada com ele, pois sou eu quem cuido, controlo as doenças, a alergia que ele tem, a comida, a água... Meu coração anda apertadinho esse ano... :'(

Vejam as fotos e comprovem: é ou não é apaixonante?

Aqui ele com meu irmão, aos 4 meses de idade: dois lindos, né?








E aqui o Fiel esta semana, com 1 ano e meio. Lindo, gigante de uns 40 e tantos quilos, guloso, carente, ciumento, elétrico, carinhoso... tudo de bom!




Mastigando um ossinho: nhami-nhami!





Lindo e elegante!

E mais: ele se dá super bem com os gatos, não há brigas entre eles, nem qualquer rusga. Ele tem apenas ciúmes, mas é só. São companheiros, comem e bem juntos!...hehehe

Espero que tenham gostado do encantador de corações: Fiel!

Beijooooooooo



sábado, 19 de setembro de 2009

Vivo ou Morto?

O "meninão" da foto é o Bartolomeu. Mais conhecido como Bartô.

É o gato da minha mãe. Simplesmente apaixonado e obcecado por ela! E só serve ela e mais ninguém no mundo!

Minha mãe o adotou de um vizinho. Ele gostava do gato, mas a esposa o judiava demais. A velhinha tinha uma bengala, por problemas na perna, e dava bengaladas no coitado. Até hoje ele não pode ver um pedaço de madeira que remeta à bengala da bruxa. Ele sai correndo! Quando foi morar com a minha mãe era pele e osso, cheio de feridinhas, sarnento. Um horror!

Cuidamos dele, castramos, vermifugamos. Hoje ele só come ração da melhor qualidade. Sem contar no carinho que a minha mãe tem por ele. São unha e carne, não se desgrudam (detalhe: minha mãe não gostava de gatos). O gato hoje está irreconhecível.

Se a minha mãe sai ele fica fazendo plantão, a sua espera. Nos intervalos ele dá uma dormidinha porque, afinal, o gatão não é ferro.

Vejam ele dormindo esperando a minha mãe, do ladinho do portão lateral. Não parece que foi baleado por uma gang de traficantes??...hahahaha




E ele "jaz"....rs



Anoitece e ele continua esperando!








Olha o meninão no colo do outro. Ele no colo do meu irmão, que é bem grandinho. Prestem atenção no tamanho do gato: pesa 9 quilos!



É ou não é lindo? Ou melhor, no plural: são lindos, meu irmão e ele...rs



Pena que ele só gosta da minha mãe....snif....humpf....   :'(

Mas é lindo de doer!

Beijos em todas!