Foto do meu sobrinho Daniel
Olá Meninas!
Então anteontem doi Dia do Amigo e eu me esqueci??....hehehe
Mesmo atrasada, deixo-lhes meus sinceros cumprimentos e agradecimentos por esse dia especial. Acho que parabéns atrasado também vale né? ;O)
Hoje quero abrir meu coração e lhes contar o que, até então, era um segredo de família.
Venho lhes falar de um garotinho muito especial em minha vida: trata-se do meu sobrinho Daniel William.
O Daniel hoje tem 3 anos e mora na Europa com sua mamãe, a querida Augusta. De tanto trocar e-mails com a Augusta já me afeiçoei a ela, sempre tão cordata e com espírito de boa mãe.
O Daniel é filho do meu irmão mais velho, o William, que trabalha na Europa como médico há alguns anos.
Por diversas razões, que não desejo adentrar por ser uma questão familiar, só soube da existência do Daniel há pouquíssimo tempo.
Depois de saber da notícia, que pegou uma família inteira de surpresa, não sosseguei enquanto não consegui o e-mail da mãe dele para saber mais do menino, para me solidarizar e para um dia conhecê-lo.
Depois de muitos contatos e descobertas felizes - e outras nem tanto -, soube que meu irmão não o conhecia.
Quase surtei de desgosto, caí numa tristeza profunda por saber desse lindo menino sem conhecer o próprio pai. Nesses momentos em que tramava uma reviravolta no caso, pensava sempre em meu pai: um pai zeloso, carinhoso, presente, brincalhão. Comecei a refletir o que seria da minha vida sem esse pai que tive e lamentei muito pelo Daniel.
E foi com essa minha tristeza e com os pensamentos voltados para o meu pai, que comecei minha maratona de tia fervorosa.
Infernizei meu irmão o máximo que pude, ameacei ruptura (deveria era ter ameaçado um voodoo!), briguei de verdade (com telefones que ele desligou em minha cara), aquinhoei seguidores (meus outros irmãos, minhas cunhadas e sobrinhos) e mantive uma dura batalha com ele por telefone, e-mail, msn e o diabo.
Tudo que estava ao meu alcance para que ele fosse ver o neném, eu fiz.
Primeiro a Augusta mandou as fotos do Daniel ao meu irmão que, de cara, já me escreveu dizendo: lindo como o pai, tem os olhos do avô paterno, é um boneco.
Mas minha luta continuou: faltava ele ir até lá cumprir seu papel de pai.
E depois de tanta briga e fazer com que meu irmão derretesse uma pontinha do iceberg, de alguma forma consegui tocá-lo lá no fundo de sua alma... Lancei mão de nossas lembranças de infância, de nosso pai, de nossa formação e, enfim, ele se decidiu por conhecê-lo.
Ligou-me dias antes, escreveu-me ansioso e com medos: medo de não ser aceito, do neném não querer lhe tocar, de não ser bem recebido pela mãe dele, pela família dela. Meu irmao é 11 anos mais velho que eu, mas me sinto muitas vezes como sua mãe...rs
Mas eu o acalmei e disse que tudo daria certo.
O encontro, depois de longos 3 anos para o pequeno Daniel, foi marcado para este último domingo, dia 18/07.
Passei o dia todo ansiosa, pensando neles, no que daria tal encontro e apresentação.
E finalmente, por volta das 19hs, meu irmão me ligou. Com a voz embargada, muito emocionado, se derretou inteiro e abriu seu coração: "ele é meu filho, ele é lindo, ele é grande, ele é adorável, inteligente, esperto, ele tem cabelos de fogo..."
Chorou por um tempo, como que arrependido pelo mal que causou e pelo tempo que perdeu, e disse que de agora em diante tudo será diferente.
Meu coração de tia e irmã acelerou e junto com ele me emocionei, desejei ter estado ao seu lado naquele encontro.
Mas por um lado bateu-me uma imensa alegria pelos três principais envolvidos: o Daniel, que agora conhece o pai; a mãe Augusta; que fica com o coração mais tranquilo por saber quão importante isso é na formação de uma criança e meu irmão que descobriu mais um filho que poderá amar incondicionalmente.
Depois de tudo consumado, me surgem reflexões...
Homem, definitivamente, é um bicho estranho. A mulher já tem toda a carga maternal desde pequena, já nasce amando até suas bonecas - tanto que me apaixonei pelo Daniel antes mesmo de ver suas fotos.
Não digo todos, mas alguns homens são diferentes e necessitam de um contato, ao menos visual, para que amoleçam seu coração.
Depois deste último domingo, estou certa de que meu irmão será outro homem, pois ele já me telefonou transformado - algo raro de ver nele. Tem planos, tem sonhos e está determinado a apresentá-lo aos outros filhos o mais breve possível.
Todos merecem um segunda chance - inclusive o meu irmão que foi tão omisso -, mas o que eu disse a ele é que, a partir de agora, ele não tem mais o direito de errar, a não ser por excesso de amor.
Mas desse amor eu não duvido, pois o médico taciturno e amargo de outrora, voltou vibrante e feliz falando do SEU pequeno Daniel. Sim, ele disse "meu pequeno Daniel, meu anjo ruivo, meu gordinho, meu amor".
Que sejam todos muito felizes, esse é o meu desejo.
Esta postagem é para esse pequenino que já amo com todo meu coração, o meu Príncipe Daniel, que pode ter vindo ao mundo com a difícil missão de derreter um grande iceberg... seu próprio pai...
Obrigada por tudo, querida Augusta: por ser uma mãe guerreira, equilibrada, carinhosa e presente.
Obrigada por tudo, querida Augusta: por ser uma mãe guerreira, equilibrada, carinhosa e presente.
Bem vindo à família, doce Daniel.
"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontros pela vida"
(Vinícius de Moraes)
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Queridas:
Sei que estou devendo visitinhas, mas amanhã as farei tá?
Hoje estou tão emocionada com essa postagem e tão feliz em falar desse pequenino, que não tenho vontade nenhuma de perder esses pensamentos...
Mas me aguardem, que certamente as visitarei! :O)
Tenham um ótimo dia!
Beijoooo
Tenham todas um lindo dia!

