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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Eu ainda acredito no Brasil!

Olá amadas! 

Como estão todas vocês?

Espero que tenham sobrevivido à enxurrada de escândalos dessa semana, no episódio que parou o Brasil: o caso da corrupção deslavada que tomou conta do governo do Distrito Federal.

É dinheiro na meia, na cueca, na mala, no carro, no paletó, com oração de agradecimento a Deus, com risadas, com agradecimento ao colega, com deboche. É tanta safadeza que chega a embrulhar o estômago.

Eu nem ia comentar nada a respeito, mas li um artigo ótimo e decidi compartilhar com vocês.

Trata-se do artigo de Luiz Carlos Azenha, que é repórter da Rede Record e que também tem um blog político, o Vi O Mundo.

Comento e o transcrevo para dizer que, mesmo com este episódio asqueroso, ainda acredito que este nosso Brasil tem salvação! Não é possível que viveremos para sempre nessa roubalheira, com raposas tomando conta do galinheiro.

A assepsia dessa corja de mal caráteres é necessária. E nosso voto é a melhor resposta em casos grandes ou pequenos - nada pode ser perdoado. Quem se candidata a um cargo público, além do escrutínio, deve saber que será vigiado e cobrado por todos seus atos. Devemos dar um basta a quem trata o dinheiro e cargo público como bens pessoais.

O voto é a única saída. Que não esqueçamos jamais um episódio desses!


"As cenas espantosas que os brasileiros testemunharam nas últimas horas nos portais da internet e nas telas da televisão devem servir de alerta. Oferecem uma oportunidade e um risco.
A reportagem de Rodrigo Vianna para o Jornal da Record, irretocável, reuniu uma sequência que provocou engulhos na plateia: empresários, integrantes do governo do Distrito Federal e do Legislativo de Brasília protagonizaram sem saber, diante das câmeras, atos pornográficos com dinheiro público.
Todos nós sempre desconfiamos que era assim, mas ver aquilo acontecer diante das câmeras não deixa de ser chocante: dinheiro vivo passando de mão em mão, sem que qualquer dos envolvidos esboçasse qualquer desconforto, como ratos que se atiram sobre o dinheiro do contribuinte...
E, a essa altura do espetáculo, não interessa quem são, nem a que partido pertencem. Sim, sim, eu sei que a primeira reação de muitos é de apreciar o desmanche da hipocrisia daqueles que se anunciavam como guardiães da moral e dos bons costumes.
Para além disso, no entanto, é preciso cuidar para que esse espetáculo dantesco não contribua ainda mais com a completa e absoluta desmoralização da política. Sinceramente, acho difícil.
Mas é preciso perguntar: a quem serve a desmoralização da política? Obviamente, àqueles que não podem ascender ao poder pela via eleitoral, àqueles que não apresentam um projeto coerente capaz de empolgar os eleitores, àqueles que no Brasil, na hora agá, preferem produzir argumentos para justificar o caminho extralegal (como aqui, por exemplo) do que depender da decisão da maioria.
Que o escândalo atual sirva para produzir algum tipo de consenso em torno de uma reforma política que resgate, se isso ainda é possível, algum tipo de confiança dos eleitores. Caso contrário, aqueles que celebram agora podem pagar caro mais adiante."

E para quem ainda não viu o vídeo da roubalheira, segue um tiragosto:
 



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E para fechar esse início de semana vergonhoso, ainda tivemos de "aturar" as piadas do ator Robin Williams, que ironizou de forma grosseira a escolha da cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro, como sede das Olimíadas de 2016.

Disse que os EUA mandaram para Copenhague, onde se deu a escolha da cidade sede, Michelle Obama e Oprah Winfrey e que o Brasil só ganhou porque "mandou 50 strippers e meio quilo de pó (cocaína)".

Eu costumo entender brincadeiras e piadas, mas essa é a da pior estirpe: aquele tipo de piada que tenta diminuir alguém (no caso o Brasil) para fazer rir. O bom humorista não envereda por esse caminho, pois sabe que há implicações de grande monta, não se pode nivelar todo um país por baixo.

Além de Robin Williams ser mal perdedor e não ter sido inteligente na escolha da piada, ainda é hipócrita. Acaba de sair de uma internação por vício em cocaína. Além do mais, há alguns anos abandonou a esposa para se juntar à babá de seus filhos... Um ser humano desses merece que se gaste dinheiro com ele indo aos cinemas?

Esse tipo de humor nunca me agradou. Humorista bom foi Chico Anísio... Inventava personagens e um mundo fictício para nos levar ao riso fácil e despretencioso, sem ofender a ninguém.

E, pasmem!!, há brasileiros em toda internet defendendo a posição desse medíocre comediante americano. Dá para acreditar nisso? Muitos brasileiros disseram que ele falou apenas a verdade, como se o Brasil não tivesse tantas maravilhas a mostrar para o mundo... Como nos falta auto-estima!!

Para quem tiver estômago forte e desejar ver a entrevista do energúmeno, segue o vídeo:





E mesmo com toda essa lama do início de semana (com rima e tudo), espero que todas tenham um excelente quarta-feira!

E não se esqueçam: o Brasil tem solução! Votar é um dos exercícios de cidadania mais importante que temos!

E, uma sugestão pessoal, nunca mais assistam aos filmes de Robin Williams...rs.

Beijoooo

sábado, 3 de outubro de 2009

Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro

Meninas,

Eu nem ia comentar nada a respeito da nossa vitória em trazer as Olimpíadas de 2016 ao Brasil.

Uma vitória merecida! Porém muitos criticam que gastaremos demais, em torno de 14 bilhões de dólares. Mas teremos a oportunidade de atrair investimentos estimados hoje em 50 bilhões de dólares! Um retorno espetacular.

Como disse, nem ia comentar isso aqui, afinal o Blog é de outra finalidade. Mas me deparei com um artigo de um baiano encantador, o Leandro Fortes, e não poderia deixar de transcrever a vocês a pérola que ele escreveu.

Espero que gostem, desgostem, comentem, elogiem, critiquem...

O Rio deve essa a Lula

"Lula poderia ter agido, como muitos de seus pares na política agiriam, com rancor e desprezo pelo Rio de Janeiro, seus políticos, sua mídia, todos alegremente colocados como caixa de ressonância dos piores e mais mesquinhos interesses oriundos de um claro ódio de classe, embora mal disfarçados de oposição política. Lula poderia ter destilado fel e ter feito corpo mole contra o Rio de Janeiro, em reação, demasiada humana, à vaia que recebeu – estranha vaia, puxada por uma tropa de canalhas, reverberada em efeito manada – na abertura dos jogos panamericanos, em 2007, talvez o maior e mais bem definido ato de incivilidade de uma cidade perdida em décadas de decadência. Vaiou-se Lula, aplaudiu-se César Maia, o que basta como termo de entendimento sobre os rumos da política que se faz e se admira na antiga capital da República. Fosse um homem público qualquer, Lula faria o que mais desejavam seus adversários: deixaria o Rio à própria sorte, esmagado por uma classe política claudicante e tristemente medíocre, presa a um passado de cidade maravilhosa que só existe, nos dias de hoje, nas novelas da TV Globo ambientadas nas oníricas ruas do Leblon.



Lula poderia ter agido burocraticamente a favor do Rio, cumprido um papel formal de chefe de Estado, falado a favor da candidatura do Rio apenas porque não lhe caberia falar mal. Deixado a cidade ao gosto de seus notórios representantes da Zona Sul, esses seres apavorados que avançam sinais vermelhos para fugir da rotina de assaltos e sobressaltos sociais para, na segurança das grades de prédios e condomínios, maldizer a existência do Bolsa Família e do MST, antros simbólicos de pretos e pobres culpados, em primeira e última análise, do estado de coisas que tanto os aflige. Lula poderia ter feito do rancor um ato político, e não seria novidade, para dar uma lição a uma cidade que o expôs e ao país a um vexame internacional pensado e executado com extrema crueldade por seus piores e mais despreparados opositores.

Mas Lula não fez nada disso.

No discurso anterior à escolha do Comitê Olímpico Internacional, já visivelmente emocionado, Lula fez o que se esperava de um estadista: fez do Rio o Brasil todo, o porto belo e seguro de todos os brasileiros, a alma da nacionalidade. Foi um ato de generosidade política inesquecível e uma lição de patriotismo real com o qual, finalmente, podemos nos perfilar sem a mácula do adesismo partidário ou do fervor imbecil das patriotadas. Lula, esse mesmo Lula que setores da imprensa brasileira insistem em classificar de títere do poder chavista em Honduras, outra vez passou por cima da guerrilha editorial e da inveja pura e simples de seus adversários. Falou, como em seus melhores momentos, direto aos corações, sem concessões de linguagem e estilo, franco e direto, como líder não só da nação, mas do continente, que hoje o saúda e, certamente, o aplaude de pé.

Em 2016, o cidadão Luiz Inácio da Silva terá 71 anos. Que os cariocas desse futuro tão próximo consigam ser generosos o bastante para também aplaudi-lo na abertura das Olimpíadas do Rio, da qual, só posso imaginar, ele será convidado especial."





Apesar de ser paulista da gema e amar meu estado, eu adorooooooo o Rio! É lindo, é maravilhoso; o povo é divertido, alegre, simpático e sabe viver.


Inobstante todos os problemas que o Rio enfrenta, como a notória e divulgada violência, acredito que terá capacidade para fazer uma Olimpíada repleta de encantamentos, que agradará a todo o mundo.


O legado dessa Olimpíada poderá fazer o Rio voltar a ter o brilho que tinha nos tempos em que foi sede da Coroa e capital federal. E, como brasileiros, torcer contra não seria patriótico. O momento, entendo eu, é de união.


Como a decisão de ser sede mundial das Olimpíadas de 2016 já está tomada - para o bem e para o mal - nos juntemos numa corrente otimista para que, até lá, tudo corra às mil maravilhas, como merece uma cidade maravilhosa!


Beijoooooo







Fotos do Jornal A Tarde - distribuição oficial do COB