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domingo, 6 de junho de 2010

Rosca Doce com Chá e Bom Livro... hummm

Rosca doce, chá, livro... e toalha pintada por mim  :O)



Oi Malunguinhas!

Como estão todas vocês neste outono delicioso?

É só o tempo esfriar que a gente já começa a "aprontar" com a balança...hihihi

Pois então, fiz uma rosca deliciosa e, claro, dividirei a receita (super fácil) com vocês.

Como a gente come no frio, né? Olha, tudo que é quentinho e calórico, nessa época do ano, eu amo de paixão. Seja bebida ou comida, a gente sempre exagera aqui em casa.

Mas para acompanhar essa rosca divinaaaa!!!, optei por um chá de capim cidreira, um dos meus preferidos! E, para a consciência pesar menos ainda, nem coloquei açúcar...rs

Agora eu passo a receitinha para vocês, assim como algumas fotos de como ficou minha delicinha  :O)


ROSCA DOCE


Ingredientes da massa:


- 1 kg de farinha de trigo


- 1 lata de leite condensado


- 1 lata (a mesma medida) de água morna


- 1 1/2 xícara (chá) de margarina ou gordura vegetal


- 4 ovos inteiros


- 50 g de fermento biológico


- 3 colheres (sopa) de açúcar

Modo de Preparo da Massa:


Dissolva o fermento no açúcar, mexa juntos até que o fermento fique líquido, acrescente a água morna.



Misture os demais ingredientes e sove bem, quanto mais melhor. Divida a massa em 3 ou 4 partes, divida essas partes em 3 e trance-as, faça o mesmo com as outras. Mas vc também pode fazer pequenos pãezinhos. Aqueça o forno por 10 minutos, desligue e coloque os pães cobertos com um pano de prato, deixe descansar até dobrar o tamanho.



Pincele com uma gema batida com um pouco de óleo e salpique açúcar cristal. A seguir leve-o para assar.


Opção de recheio para fazer fatias húngaras (se desejar):



250 ml de leite


100 g de açúcar (pode colocar mais pois fica pouco doce)


3 gemas (passadas pela peneira)


25 g de maisena


½ colher (sopa) de baunilha


200 g coco ralado grosso úmido
 
Preparo:
 
1. Levar o leite, açúcar a maisena e a baunilha para o fogo até virar um mingau mais molinho



2. Colocar o coco depois de tirar o mingau do fogo
 
1. Rechear a massa aberta com o recheio de coco



2. Enrolar como rocambole e colar as beiradas com a parte com gema batida



3. Cortar o rocambole em rodelas (cerca de 07 rodelas de 5 cm de largura)



4. Colocar as rodelas deitadas em uma forma redonda com buraco untada e enfarinha com uma distância de 0,5 cm entre elas



5. Deixar a massa descansar por 20 minutos enquanto espera o forno esquentar



6. Pincelar as roscas com gema para dourar
 
Bom Apetite!!
 
Aqui minha rosca doce na companhia de um delicioso chá de capim cidreira e um bom livro.
Reparem na toalha, plissss....hum, hum...
 

A receita que encaminho dá para fazer 3 destas roscas
(hãm, hãm... reparem na toalha para chá, fui eu que pintei...cof, cof...)



Vejam que ela fica bem fofinha....nhami, nhami...

(na pintura da toalha tem crisântemos e hortências... cof, cof...)


Aqui o detalhe do livro que li há pouco tempo: 1808, que trata da vinda da família real portuguesa para o Brasil e suas consequências para o país.

 

*********

Livro: 1808, de Laurentino Gomes
 
Este livro, maravilhosoooo!!!, foi lançado em 2008 e, de cara, foi um sucesso. Com este livro o autor foi ganhador de 2 Prêmios Jabuti - uma imensa honraria!
 
Eu demorei muito para lê-lo, tinha outros projetos na fila e, confesso, nem pensei em comprá-lo antes do início desse ano. Estava numa fase de romances, de dramas... enfim, deixei passar.
 
Até que minha Tia Jan, que vende Avon, apareceu com o catálogo da campanha... e lá estava o livro em oferta. Torci um pouco o nariz para o título, mas comprei mesmo assim, afinal a gente não paga todo dia R$ 17,00 por um livro de história, né?
 
O livro é despretencioso e tenta cunhar no leitor um maior apego ao conhecimento de nossa história. Como nem todos os brasileiros leram livros mais bem elaborados de história, como Manuel de Oliveira Lima, que tem leitura mais complexa, esse livro é um bom compêndio para se ter uma visão mais diferenciada do que foi a vinda da família real portuguesa para o Brasil
 
O autor, em alguns pontos, desmistifica Dom João VI, que sempre foi visto por nós como um ser bisonho (era inteligente, sensível, gentil, melancólico), mas ao mesmo tempo acentua algumas de suas características (como a de comedor contumaz de frango assado e de ser pouco afeito a banhos).
 
Dom João era um homem extremamente sensível, inteligente, articulado... mas também era medroso, inseguro e sofrido por ter tamanha responsabilidade, desde tão pouca idade, na condução de muitos impérios (um deles o gigantesco Brasil).
 
Há fatos hilários, como alguns relacionados a Carlota Joaquina, assim como alguns que nos causam imensa comoção, como a da tentativa de Dom João de ficar no Brasil, de não abandonar a terra pela qual já tinha grande afeição (o que muitos de nós sequer imaginávamos, não é?). Sempre o julgamos como um homem que nos "abandonou", mas na verdade ele foi impelido a isso por ser imperador também de Portugal. Partiu em grande agonia e sofrimento, caiu doente em Portugal e nunca mais teve alegrias. Foi, durante toda vida, um homem triste, depressivo...
 
Há um trabalho árduo de pesquisa por trás deste livro - como trechos de inúmeras cartas de época que são transcritas. Mas também há alguns equívocos, como o de citar a Wikipédia como fonte de informação, pois sabemos quão pouco confiável ela é.
 
Em todo caso, é um livro de diversão e conhecimento garantidos. Recomendo a todas vocês uma leitura que será feita rapidamente, tamanha a gostura e a identificação com a linguagem coloquial e muito simples, sem os ranços históricos de outros escritores.
 
Leia com despretensão, afinal não se trata de  Manuel de Oliveira Lima, mas esteja certa de que dará boas risadas, agregará novos valores, assim como a noção que você tinha de nosso Brasil se transformará. Que belo país nós temos heim?
 
É um aula e tanto de história, dessas que você não teve no colégio! E o melhor: com prazer!
 
Boa leitura!
 
*******
 
Meninas Malunguinhas:
 
Tenham todas um bom início de semana!
 
Façam essa deliciosa rosca para quem vocês amam, pois só receberão elogios!  :O)
 
Depois eu contarei a história da minha Lola, que queimou o rabinho no aquecedor e ficou de mal de mim...hehehe
 
E ainda tem a saga do Chiquinho, que quase foi atropelado e matou a minha mãe do coração!  :O(
 
Esses gatinhos ainda me causarão um enfarto!!!...hehehe
 
Boa semana, queridas!
 
Beijoooo
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Os Livros Mais Vendidos ou Best Sellers



Para quem aprecia um bom livro, lidar com "best sellers" é muito complicado.

Livros campeões de vendas são sempre taxados de péssima qualidade - e, na maioria das vezes, fazem jus a essa fama ruim.

Mesmo assim estou sempre comprando alguns desses livros para saber se houve melhora na qualidade deles, se o mundo tem evoluído na literatura para o grande público. Geralmente compro pela intenert ou até por catálogos da Avon (acreditem, estão à venda por lá!). Nem me dou ao trabalho de comprar esse tipo de literatura em livrarias.

Muitas vezes me deparo com algumas surpresas muito boas, noutras vezes a má impressão é reforçada.

Citarei hoje 2 casos que, ao meu ver, surpreendem positivamente. Em um outro caso, permanece o desgosto de ler algo tão banal.

Começarei, de cara, com um livro que me decepcionou profundamente:

"A Cabana", do escritor americano William P. Yong.

O livro começa com uma história instigante de um pai que sofre as consequências de ter uma filha pré-adolescente que desaparece misteriosamente, deixando como pista somente uma cabana onde pode ter estado pela última vez.

Anos depois o pai da menina, que vive assombrado pela perda, é chamado para ir à Cabana para conversar com "Deus" (o pobre homem recebe um bilhete assinado por Deus). Lá permanece alguns dias falando com o próprio, com o Espírito Santo e outros. Volta então "transformado", modificado.

O livro foi best seller por meses a fio nos EUA, se manteve na liderança de vendas e sucesso etc. Mas lhes garanto: maior bobeira não há! Não aprofundo a questão religiosa, até porque cada um com sua fé. Mas o livro em si é de uma bobeira atrás da outra, com frases de duplo sentido e provérbios muito batidos. Repleto de chavões que alavancam sucesso, talvez isso justifique suas vendas.

Mas se for pra ler sobre religião, ainda fico com León Tolstói que, muitos não sabem, escrevia muito bem sobre temas dessa natureza religiosa.

Os dois livros que me surpreenderam positivamente foram:

1) A menina Que Roubava Livros, de Markus Zusak - O livro me surpreendeu e fez cair por terra meus preconceitos com best sellers. A frase incial do livro já é de grande impacto: "Quando a Morte conta uma história, vc deve parar para ler"

O enredo é sobre a menina Liesel Meminger, que será adotada juntamente com seu irmão por uma família alemã. No caminho para a adoção o irmãozinho morre e, para esquecer essa dor, a menina rouba seu primeiro livro (ainda não sabia ler). A partir daí ela fascina a Morte e esta passa a acompanhá-la contando a história.

Muita coisa acontece no livro, que se passa durante a 2a. Guerra, mas o interessante é porque a Morte escolhe a história de Liesel para nos contar. Há alguns erros crassos de narrativa que o autor cometeu, como esquecer que a Morte narra a história ou se alongar numa história que nem seria necessária. Mas há acertos na linguagem, que não é apenas de best sellers e de narrativas que te envolvem profundamente.

Compre e leiam, porque vale muito a pena! No catálogo da Avon está custanto R$ 18,90. Um excelente investimento para ler ou presentear.

Vamos ao segundo livro:

2) A Cidade do Sol, de Khaled Housseini: O autor já foi consagrado com O Caçador de Pipas que, confesso, gostei bastante. Mas o livro em questão conta a história de Mariam e Laila, duas mulheres muito diferentes que se encontram durante o caos do Afeganistão e suas cruezas contra as mulheres. O livro é forte e o autor não poupa o leitor de  uma história verdadeira, onde fatos não são floreados.

O livro se divide em duas partes, sendo que na primeira as infâncias são contadas mas sem que se conheçam. Ambas se conhecem e se identificam com os mesmo problemas. Na segunda parte aparecem conflitos, mas a cumplicidade, ao final, permanece forte entre ambas.

O livro é ímpar por nos informar verdadeiramente da barbárie que a sociedade afegã emprega às mulheres. A crueldade impera, os direitos não existem, o respeito desconhecem. Nós, mulheres, somos inferiores até a alguns animas, como o camelo.

O livro vale pela força das personagens, pela amarração da história, pela descoberta de um novo país que - mesmo nos dias atuais - permanece na pré-história.

No catálogo da Avon este livro estava por apenas R$ 19,90. Uma pechincha por um livro dessa qualidade! Excelente dica para presentear no Natal aquele parente que aprecia uma boa leitura!

Um livro que nos faz dar graças a Deus por ter nascido no Brasil!

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Espero que tenham gostado das dicas de hoje!


Beijoooooooo



Fotos dos livros antes da leitura, ainda embalados no plástico, com a etiqueta Avon. E, claro, sendo observados pela curiosa Lola, que não desgruda da mãe humana por nada no mundo!











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domingo, 27 de setembro de 2009

A Montanha Mágica, de Thomas Mann

Apaixonada que sou por literatura, sempre me presenteiam com preciosidades que faz com que me cale por dias numa compenetração total.

E foi num dos meus aniversários, há uns 6 anos, que ganhei de meu querido irmão que mora em SP o livro "A Montanha Mágica", de Thomas Mann.

Lembro-me que sempre admirei Thomas Mann e ainda não havia lido apenas este livro. Fiquei tão empolgada e feliz que nem me lembro se agradeci com a cordialidade que se deve ter quando se ganha um presente muito desejado.

Naquela noite mal dormi e já adentrei a conhecer a vida de Hans Castorp - e já adianto um pouco a vocês. É um jovem de boa formação, porém com limitações, que vai visitar um primo adoecido de tuberculose num lugar distante, numa montanha, em que ficam reclusos todos os que padecem desse mal. A história se passa no período que antecede a primeira guerra, quando ainda não havia cura para a tuberculose: era praticamente uma sentença de morte!

E nesta visita ao primo, Hans Castorp acaba sendo internado, pois os médicos descobrem que ele já tinha a doença embutida em seu organismo. E neste "internato" forçado, processa-se uma grande transformação em Castorp - que passa a dar valores onde não via, que passa a ver a morte com uma frequência desconcertante, que se despede de vidas diariamente.

Quase todo o livro se passa na Montanha Mágica - que é coberta de neve durante todo o ano, pois sabia-se que em climas frios assim o tratamento para os doentes era de melhor resultado. Ir para a Montanha Mágica era receber uma sentença de morte.

Quanto mais Castorp conhece os personagens, mais se processa um aprofundamento psicológico de todos eles - e é aí que está a graça e o encanto do livro. Lá há discussões, questionamentos, descobertas e - o mais interessante - o crescimento de Hans Castorp!

E Castorp se apaixona, mesmo sabendo que em suas condições - na ausência de esperanças ante uma doença quase 100% fatal - este amor não frutificará. E a maneira como lida com este amor fatal (ambos são doentes) é de comover e te prender leitura adentro.

E tudo isto ocorre muito lentamente, pois a vida lá nas montanhas se passa lentamente, os dias se arrastam, o tempo se perde. E não há como ser diferente em um livro de 800 e tantas páginas - mas que te encanta e te prende do início ao fim (já li 4 vezes, com medo de ter esquecido detalhes).

Adianto que não é um livro recomendado para quem deseja uma dinâmica na leitura, com grandes ações e tramas rebuscadas. É mais um livros de conflitos psicológicos diante da morte, mas que mesmo assim encontra brecha para se encantar com o amor, a amizade, a solidariedade, a religião, a dor, a perda...

E a maior das curiosidades:

THOMAS MANN, o autor do livro, é um dos maiores escritores do mundo, sendo que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1929.

O que poucos sabem que é ele é filho de um alemão com uma brasileira: Júlia da Silva Bruhns!

Um fato relevante para muitos que desconhecem este escritor de talento ímpar e um incentivo a mais para se apegar a um de seus livros, pelo menos.

Para quem desejar uma leitura de um livro de Thomas Mann mais repleto de tramas e rapidez, recomento o inigualável Doutor Fausto. Não há dúvidas de que este é um dos melhores livros do mundo, adiante de seu tempo e com citações fartas à sua mãe. Mas este livro é para uma outra postagem...

Beijos em todas!











domingo, 20 de setembro de 2009

Decamerão, de Giovanni Boccaccio

Quando eu cursava a faculdade de Letras (fiz na Unicamp, em Campinas), havia a lista de livros obrigatórios. Não conseguiria se formar sem que fossem lidos. Claro que os li, pois os exames eram tão rigorosos que era impossível passar por eles com "resumos" daqui e dali, que todo universitário esperto consegue.

Mas também havia a lista de livros "sugeridos" - não era necessário saber de fio a pavio, poderia passar por exames com as leituras superficiais dos resumões. No caso, uma lista relativamente extensa. E, confesso, nem todos eu li - apelava mesmo aos resumos. Por diversas razões cometi esse pecado: fazia Direito ao mesmo tempo em que cursava Letras, morava em república, a vida era corrida, batalhava estágio e, o principal, achava os livros muito chatos. Enfim, deixei pra lá.

Anos depois, com a mudança do meu irmão para a Europa, "herdei" dele sua mini biblioteca - muito respeitosa, por sinal.

Qual não foi minha surpresa ao me deparar com grande parte dos livros sugeridos da Unicamp? No mínimo a metade dos livros da listagem estavam em minhas mãos (que suavam de felicidades). Teria de tomar providências: lê-los! 

Resolvi pegar esta antiga lista de sugeridos e seguir à risca sua leitura. E tenho feito isso vagarosamente, intercalando com outras leituras que me apetecem. Eu não os leio: os saboreio...

Tudo isso para lhes dizer que o livro da vez na minha lista é "Decamerão", do escritor italiano Giovanni Boccaccio. Belíssima leitura da Europa que vivia sob o medo da Peste Negra (século XIV), que acabou por dizimar cerca de 50 milhões de pessoas.

É uma coletânea de novelas bem curtas, num total de 20 histórias, que são contadas por 10 jovens (7 mulheres e 3 homens) que se auto-exilam da Peste no campo, nos arredores da cidade grande, enquanto esta fervilha com a morte.

São histórias muito encantadoras e realistas e, se alguém desejar, poderei relatar algumas delas. São adoráveis. Estou terminando o segundo livro e me deliciando.

O livro, em si, é um divisor de águas na literatura mundial, pois iniciou a fase do Realismo - e este levou ao Humanismo, posteriormente.

Descrevo tudo isso para dizer o seguinte: por que será que julguei tão mal esse livro nos meus 20 anos? O que será que nele me desanimou? Ou será que eu mudei tanto assim?

São questionamentos que me surgem, me comovem e dos quais me cobro. Como posso ter deixado passar esse livro em minha vida, sem ter me dado conta de sua beleza e importância? Eu jamais o teria lido se não fosse pela doação do meu irmão (e sou grata a ele!).

Isto serve de exemplo para muitos que se desanimam diante de uma leitura, inicialmente, difícil. Vale a pena insistir mais algumas páginas, mais um capítulo, se concentrar e tentar se deixar levar pelas palavras ali enredadas. E posso dizer isso de experiência própria.

Deus abençôe Boccaccio e sua inigualável visão...

Olhe aí o livro:











E a Ni (Lola) supervisionando e pedindo atenção...rs

Se alguém desejar dicas de livros, estou a postos!

Beijos em todas!