Olá Amadas!
Sei que estou atrasada para falar do Haiti, mas a correria diária não me permite a atualização que eu gostaria no meu blog. Tem sempre alguma coisa acontecendo na minha vida e, imediatamewnte, quero passá-la a vocês. E aí as pendências surgem...rs
Claro que estamos todos muito arrasados com essa tragédia do Haiti, não dá pra ser de outra forma.
Tenho lido reportagens de todo tipo e me deparei com uma, em questão, que muito me chamou a atenção e, portanto, trago para vocês opinarem.
É uma reportagem em que a competente jornalista Heloísa Vilela entrevista a embaixatriz brasileira no Haiti, Roseana Kipman.
Alguns alunos da Unicamp que estavam fazendo um trabalho no Haiti desancaram a falar mal da embaixatriz e eu fiquei com o pé atrás nessa questão... Eles disseram que ela recusou-se a ajudá-los logo após o incidente, o que sempre achei improvável. Disseram mais: que ela era "patricinha" e pouco afeita a ajudar ao próximo.
Então eu me perguntei: por que uma mulher patricinha e pouco afeita às mazelas sociais ainda estaria no Haiti uma semana depois do terremoto? E mais: as reportagens no Brasil confirmavam que ela havia feito o reconhecimento dos corpos de Zilda Arns e do secretário da Onu Luiz Carlos da Costa. Em meus devaneios já pensava: se fosse ela mesmo uma perua já teria picado a mula para a República Dominicana no dia seguinte! Afinal de contas a mulher que os rapazes da Unicamp descreveram não seria capaz de reconhecer corpos esmagados ou em adiantado estado de putrefação...
Enfim, para resumir o caso, em sua reportagem Heloísa Vilela, de certo modo, "desmascarou" os rapazes da Unicamp. A conclusão a que se pode chegar é que esses caras queriam aproveitar a tragédia do Haiti para se prostrarem de vítima na mídia brasileira - mídia que já é um lixo total. Obviamente a nossa imprensa comprou a briga dos rapazes para, assim, ter como falar mal da atuação do Lula no caso Haiti. só que, uma vez mais para a desgraça deles, caíram numa grande cilada...rs
O relato da nossa embaixatriz sobre as desgraças do Haiti antecedem muito o ocorrido e, deixo para vocês, algumas dessas declarações que são, no mínimo, chocantes:
Violência contra mulheres
“Os homens engravidam várias mulheres ao mesmo tempo. As mulheres gostam da gravidez porque esse é o único momento em que elas não apanham. Elas vivem apanhando dos maridos, mas quando estão grávidas ficam nove meses sem apanhar. Por isso, quando falamos para as mulheres que elas precisam evitar a gravidez, elas retrucam que é o único momento em que não apanham. É impossível fazer um controle de natalidade no Haiti.”
O abuso contra as crianças
“Não são apenas as mulheres que apanham dos homens. As crianças também sofrem muito com esse tipo de violência. Há uma imposição grande por parte do sexo masculino e isso se reflete em violência. A situação das crianças aqui é sempre ruim. Foi sempre assim. Os pais não tem o mínimo de cuidado com os filhos. Essas crianças que perderam os pais no terremoto vão ter duas alternativas: ir para orfanatos ou ficar nas ruas e se transformarem em bandidos.”
Mais sobre o sofrido Haiti, por Roseana Kipman
Roseana Kipman dá aulas de português aqui no Haiti. Mas ensina muito mais aos brasileiros, que chegam aqui com visões pré-concebidas do país. “Essa historia de que eles estão queimando corpos porque são violentos, esse monte de coisa que estão falando lá no Brasil, não é nada disso… Eles aqui acreditam que quem morre sem uma parte do corpo vai voltar na próxima vida sem aquela parte. Por isso, eles queimam o corpo”.
Pra mim, em particular, ela esclareceu algo que vinha me embatucando desde que botei o pé em Porto Príncipe. Em dez dias de trabalho, entrevistei várias pessoas que perderam tudo, inclusive os parentes. Mães sem filhos, filhos sem pais, etc. E nesses dias todos, vi apenas uma mulher chorar, desesperada.
A embaixatriz esclareceu. Disse que esse aqui é um povo sobrevivente. Que já passou e ainda passa por muitas privações. O índice de mortalidade infantil é muito alto. “Ninguém pode ficar se apegando a uma criança que pode morrer”. É, como repetiu dona Roseana, uma questão de sobrevivência. Outro exemplo? As pessoas comem, em media, um prato de comida, dia sim, dia não. E os mais fortes são os primeiros a comer. As crianças ficam para o fim. Um homem forte pode salvar uma criança. Mas alimentar a criança que não vai poder salvar a vida de um adulto forte não faria o menor sentido.
E por aí vai. A lista é longa. Olhar o país com um filtro que já veio pronto, no momento de uma tragédia como esta, não vai permitir a ninguém compreender o que se passa, já se passou e ainda vai se passar no Haiti. Falar de violência quando os haitianos retiram mercadorias das lojas que ruíram e que as retroescavadeiras começam a limpar é, no mínimo, um erro de interpretação.
Ao lado dessas lojas, barraquinhas vendem de tudo. As feiras, nas ruas, estão abarrotadas de produtos. Se houvesse violência e vandalismo, todos os vendedores seriam atacados. E nós, obviamente estrangeiros, também. Andei no meio dos chamados saques. Nunca me senti ameaçada. Nunca senti medo de ser assaltada ou tratada com brutalidade. Conheci um povo pacífico, que sorri fácil quando a gente chega perto.
Dona Roseana Kipman não é daquelas otimistas ingênuas. Ela diz que o Haiti já passou por três furacões no ano passado e agora um terremoto. “Que será que vai acontecer no ano que vem?”, ela pergunta. Eu tento uma saída positiva: vai ser ano de reconstrução. Mas ela me corrige: “Vamos ver. Deus é um cara divertido!”.
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Bom, depois de uma entrevista como essa, só posso agradecer à competente Heloísa Vilela todo o trabalho que está fazendo por lá. E, é evidente, agradecer o imenso trabalho da nossa embaixatriz que, esclareço, não é paga para isso. Embaixatriz não é cargo de governo, ela é apenas a esposa do embaixador Igor Kipman e não precisaria fazer todo esse lindo trabalho voluntário. Se faz é porque tem um imenso coração...
E, aos rapazes da Unicamp, espero que um dia sejam homens de verdade e passem a relatar os fatos em toda sua magnitude e não apenas vislumbrando o próprio umbigo.
O relato da nossa embaixatriz deixa claro porque tem tantas crianças assim no Haiti: é um problema de ordem social severa! Os homem batem, descem o cacete nas mulheres e nas crianças! Na visão deles as mulheres são seres inferiores, assim como as crianças.
Um país com essa dimensão de problemas sociais que grande parte do mundo desconhece dificilmente entrará nos trilhos sem uma intervenção externa brusca. É um trabalho lento que, talvez, surta resultados.
O importante no momento é ajudar aquele povo como um todo e, depois, tentarmos estratégias mais eficientes de igualdade social. Afinal, um país em que a miséria assola quase na totalidade, fica difícil exigir dos homens uma postura diferente, que não seja a da sobrevivência. Primeiro temos de fazer com que a fome acabe e que essa luta desenfreada pela sobrevivência seja extirpada. Depois profissionalizar essas pessoas dando-lhes condições de sobreviverem com emprego e dignidade.
Somente depois disso é que conseguiremos fazer com que alguma igualdade de sexos chegue por lá... Infelizmente, essa é a realidade atual que, demorará muito, será modificada.
E nós, mulheres, continamos a ser alvo de agressões milenares...
E nós, mulheres, continamos a ser alvo de agressões milenares...
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SANDY-CES
Eu li essa semana que passou que a cantora (?) Sandy, da antiga dupla Sandy e Júnior, por meio de seu twiitter, desceu a lenha no governo Lula por encaminhar US$ 15 milhões de dólares de ajuda aos haitianos. Disse que esse dinheiro deveria ser empregado na ajuda aos desabrigados das enchentes.
A cada dia que passo chego à conclusão que o descaso humano não tem limites! Quando a gente acha que já viu de tudo nessa vida, vem essa cantorazinha de 5a. categoria dar opiniões sobre o que desconhece. Nascida e criada a pão-de-ló e sob os mimos de holofotes de todo o Brasil, mal sabendo se expressar, chega à sábia conclusão de que os haitianos não deveriam ser ajudados pelo Brasil...
A ajuda inicialmente determinada pelo Brasil equivaleira, para cada brasileiro, doar de sua renda R$ 1,50 - isso mesmo, mais barato que um bombom. Alguém aqui se recusaria a doar essa quantia para salvar vidas no Haiti? Eu, não!!
E mais: os mortos do Haiti, se se confirmarem em 100.000, equivaleria a mais de 2 milhões de brasileiros mortos ao mesmo tempo! Será que para a Sandy fica assim tão difícil fazer essas contas? Já que desconhece a palavra solidariedade, será que não estudou matemática na escola?
A Sandy que só diz sandy-ces confirma o que eu já suspeitava há algum tempo: que o twitter está se tornando, infelizmente, um antro de pequenos burgueses a palpitar sobre o que desconhecem. São vários! De Luciano Huck, passando por Fiorela não sei o que, Fernanda Paes sem Leme e outros boçais de baixo escalão.
Palpites e piadas infelizes, como a do humorista Rafinha, do CQC, que escreveu em seu twitter: "terremoto no haitchimmmm...kkkk". Será que não tem capacidade e simancol de fazer piadas com outra coisa que não seja a desgraça alheia?
Palpites e piadas infelizes, como a do humorista Rafinha, do CQC, que escreveu em seu twitter: "terremoto no haitchimmmm...kkkk". Será que não tem capacidade e simancol de fazer piadas com outra coisa que não seja a desgraça alheia?
Ok, o país é livre e cada que manifeste a sua opinião como bem entender. Porém, pessoas públicas como eles deveriam saber o peso diferenciado do que pensam. E, se desconhecem tratados internacionais de ajuda humanitária e números matemáticos, calem-se, para o bem do nosso país! Parem de influenciar maleficamente adolescentes em formação de caráter!
Ao invés da Sandy-ce ser infeliz a esse ponto, por que não fez como os artistas americanos que se reuniram para fazer shows num mega-evento que arrecadou U$ 30 milhões de dólares?? Por que não usou seu twiiter e sua influência para angariar fundos aos desabrigados do Haiti ou das enchentes?
Sabe por que? Porque lhe falta bom senso e solidariedade, porque só sabe cantar em criança esperança para aparecer na Rede Bobo, porque o seu mundo se resume ao próprio umbigo e porque lhe sobra arrogância. E porque se acham muito inteligentes e espertos... Pobres de espírito, infelizes de alma... grrrrr.
Nojo, muito nojo dessa corja...
Alguém aí passe o balde pra eu vomitar, por favor... blergh!
Sabe por que? Porque lhe falta bom senso e solidariedade, porque só sabe cantar em criança esperança para aparecer na Rede Bobo, porque o seu mundo se resume ao próprio umbigo e porque lhe sobra arrogância. E porque se acham muito inteligentes e espertos... Pobres de espírito, infelizes de alma... grrrrr.
Nojo, muito nojo dessa corja...
Alguém aí passe o balde pra eu vomitar, por favor... blergh!
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Fofas de Domingão! :O)
Por enquanto é isso: apenas meu desabafo pessoal sobre os últimos acontecimentos.
Minhas conclusões sob a ótica da nossa embaixatriz e meu atroz repúdio às sandy-ces daquela maluca...
Beijoooo e um excelente começo de semana para todas!



