“Não vim para administrar, vim para cuidar; empresa eu administro, um povo vivo e sofrido eu cuido”.
Lula
Oi Malungas Queridas!
Como estão indo de feriadão? Aqui começouna bater um friozinho e já me animei toda né?...hehehe
Terminamos finalmente todo aparelhamento do ar-condicionado de trocentos quilos, pois faltava refazer nosso "puxadinho" do mercado, que teve de ser demolido para a colocação do trambolho. Hoje finalmente me livrei dessas obras do mercado.
Mas tem sempre um porém na minha vida.... Na segunda-feira que vem começará a demolição do piso do meu banheiro: ele está com uma infiltração muito grande e antiga, que abalou até mesmo a estrutura da casa (abertura da laje que nos custará uma pequena fortuna para fazer reforço de fundação). Após fazermos muitas contas, é chegado o momento sofrido da "reforma com gente dentro". Mudarei para o quarto do meu irmão por uns 4 dias, mas já vislumbro que demorará o dobro disso, afinal tratar de construção é duplicar prazos...rs
Depois de fazermos o meu banheiro, economizaremos para fazer o reforço de fundação. Aqui é tudo por partes, já perceberam né?...rs. Mas estes são assuntos para outra ocasião.
Hoje venho mesmo é falar do nosso amado país...
Hoje é o dia em que temos muito que comemorar, afinal acho que finalmente estamos mesmo independentes!! Depois de mais de 500 anos de sofrimento e espoliação, creio que finalmente acertamos o prumo da nossa navegação e caminhamos, firmemente, para um futuro mais do que promissor.
Desde que me entendo por gente (e já faz muito tempo), nunca vi nosso país tão bem assim! Os índices de crescimento são inquestionáveis em todos os setores. São fatos sem contra-argumentação.
Nosso país sempre foi lembrado pelas belezas naturais, pelas mulheres, pelo samba e pelo futebol. E só. Falar de Brasil no exterior há alguns anos atrás era vinculá-lo à prostituição de todo tipo, era ser achincalhado a ponto de muitos nem mencionarem a nacionalidade por vergonha e medo de pagar mico.
Hoje a coisa está mudando - e pra melhor.
Mas na verdade nem me interessa o que os gringos pensam ou deixam de pensar de nós. O que me interessa é constatar dia a dia a mudança do nosso país. Eu, que tenho um pequeno supermercado no interior de SP, constato isso cotidianamente: das compras de alimentos de necessidade básica ao churrasquinho de final de semana. O hábito do brasileiro mudou, cresceu e ele quer muito mais.
O Brasil de outrora, em que o pobre era renegado, sangrado e e ressangrado, finalmente está encontrando seu fim. O Brasil, que foi organizado pelos oligarcas por mais de 500 anos para terem seus privilégios sempre salguardados, começou uma mudança que considero irreversível.
Ainda estamos longe de suplantarmos muitas diferenças sociais, algumas de natureza desumana. Ainda estamos entre os campeões mundiais da desigualdade humana, infelizmente. Mas o caminho da igualdade foi aberto e não há mais volta.
E quem abriu esse caminho foi um operário sem um dos dedos, de baixa alfabetização, retirante nordestino e com passagem memorável pelo revés da ditadura implantada aqui por americanos. Foi esse homem que começou a mudança que fará com que nosso país seja realmente grande.
A caminhada ainda é longa, pois as elites permanecem no encalço de tentar sabotar o pouco que o brasileiro conquistou de dignidade nos últimos 8 anos.
Esse ranço da nossa elite vem de longa data: começou pela dizimação dos nossos índios e estancou na abolição da escravatura, que manteve alijados da sociedade os negros que trabalharam por este país, essa elite carcomida nunca soube o significado de assistência social, de matar a fome de um povo, de dar a mão a um miserável e fazê-lo sonhar com algo mais que não seja um prato de comida.
Noutros países em que a escravatura foi abolida, o negro recebia neste momento um soldo para se manter por um período. Cito aqui o caso do Canadá: lá, após a abolição, o negro recebia um cavalo (valiosíssimo na época), roupas e uma quantia em dinheiro para sobreviver por um ano. Foram instrumentos suficientes para se aprumar na vida.
Além de termos sido o último país do mundo a abolir a escravidão, aqui a coisa foi bem diferente da do Canadá...
Até na nossa abolição fomos de uma crudelidade incomensurável: jogamos nossos negros na rua, à própria sorte, ou lhe empregamos como servis que trabalhavam por comida, perpetuando uma escravidão disfarçada que durou até bem pouco tempo (Getúlio Vargas).
Por isso que quando o Lula implantou o Bolsa Família as eleites surgiram insanas rotulando-a de bolsa esmola. Esse resquício cruel de indiferença pela miséria alheia é parte do DNA dessa elite que não abre mão de ter seu luxo à custa daquele que nunca teve oportunidades - desde a nossa abolição da escravatura.
Mas o Lula permanceu em sua saga, que se mostrará histórica num futuro não muito distante, e fez uma revolução na vida desse povo miscigenado que descende do escracho da nossa história: vieram o "Crédito Consignado”, o “Luz para Todos”, a “Minha Casa, Minha Vida", a “Agricultura Familiar, o “Prouni”, as “Escolas Profissionais”, entre outras iniciativas sociais que permitiram que a sociedade dos lascados conhecesse o que nunca as elites econômico-financeiras lhes permitiram: um salto de qualidade. Milhões passaram da miséria sofrida à pobreza digna e laboriosa e da pobreza para a classe média. Toda sociedade se mobilizou para melhor.
É a esse pobre que foi miserável que presto aqui minha sincera homenagem.
Esse pobre que emergiu das trevas da indiferença para conseguir hoje ter celular, computador, micro-ondas, moto, roupa boa, escola, viajar, ter barriga cheia e, o mais importante, consegue sonhar com seu futuro. Um miserável que antes se esforçava para ter o que comer amanhã, hoje pode sonhar com que o filho seja alguém na vida - como o pai dele também sonhou, mas que morreu sendo mais um na lubuta e na indiferença.
Nosso país está mudando e eu me sinto no dever de não interromper essa tragetória.
Sigamos, todos nós, rumo ao direito de sonhar e conquistar.
E viva a Independência do Brasil!
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Queridas:
Faz um tempinho que queria escrever sobre nosso país.
Hoje a necessidade veio mais forte, como um desabafo contra os ataques insanos que vejo na mídia diariamente. Uma hora a gente cansa. Mas da mídia pretendo falar noutra ocasião, pois esta entrará para os anais da nossa história sobre o que não fazer em jornalismo...rs
Tenham todas um excelente final de feriado! :O)
Beijooooo
"Nem todos os lugares onde o homem vive são sempre humanos. A função dos que têm a responsabilidade do governo e também dos artistas consiste na obrigação de tornar o mundo cada dia mais humano. Por viver em comunidade, a nossa missão, que não é histórica nem muito menos divina, consiste em construir humanidade. Essa tem que ser uma preocupação diária, para que a queda de todos os dias se detenha."
José Saramago







