segunda-feira, 19 de julho de 2010

Reciclagem e Trabalhinhos! :O)



Meu agulheiro de garrafa pet  :O)




Olá Fofas de Plantão!

Tudo bem com vocês?

Aqui tudo ótimo, exceto a chateação pelo vídeo do Caso Eliza Samúdio que vazou para a Rede Globo (para quem não viu, é um vídeo gravado no avião em que Bruno dá seu relato de toda situação). Aliás, essa emissora de televisão está sempre por trás de grandes sujeiras... Impressionante!

Um órgão de imprensa deve ter a responsabilidade de saber pelo menos os seus limites. E lançar à população um vídeo que poderá comprometer todo um trabalho da polícia, inclusive o inquérito que está sendo montado, é no minimo uma grande irresponsabilidade (para não dizer leviandade e o resto que se dane!).

Muitos podem ter até gostado do vídeo, mas por trás dessa pequena diversão há um trabalho fenomenal de muitos profissionais corretos que estão envolvidos: delegados, investigadores, peritos criminais, carcereiros, agentes penitenciários, secretário de segurança pública... Sem contar a própria memória da Eliza - o mínimo que devemos preservar depois dela ter seus direitos desprotegidos pelo Estado e ter sido lançada como alimento para cães. E o bebê Bruninho? Ele necessita que a justiça seja feita para crescer como um cidadão de bem, cumpridor dos seus deveres sociais.

Este ato da Rede Globo poderia ter comprometido toda essa investigasção e ter jogado por terra a punição dos responsáveis. Ainda bem que nada demais foi dito, mas e se ocorresse o contrário?

A Globo lucra com audiência, mas o prejuízo é do cidadão, quando inquéritos policiais são tumultuados pela falta de escrúpulos da imprensa. Recursos policiais de investigação que deveriam estar alocados no combate ao crime, ficam alocados para apurar vazamentos na rede de intrigas provocada pela Rede Globo.

A Corregedoria da Polícia Civil vai apurar os fatos e dar um parecer em 48 horas. Enquanto isso, deixo com vocês a reflexão sobre os limites da imprensa brasileira, em especial da inescrupulosa e irresponsável Rede Globo.



***********

Minha Reciclagem


Bom, agora vamos falar de coisas mais amenas?  :O)

Olha, não reparem porque não ficou muito bom, mas tentei fazer um agulheiro bem diferente reciclando uma garrafa pet de coca pequena.

É muito simples de fazer: basta cortar a garrafa abaixo do rótulo, picotar nos relevos verticais da coca, abaixar fazendo pequenas pétalas, arredondá-las com a tesoura e depois enfeitar com tinta relevo de cores diversas.

Eu usei: rosa pink metálico, dourado com glitter, prata metálico, prata com glitter.

Depois fiz um fuxico grandão de mais ou menos 18 cm de diâmetro, enchi com plumante e coloquei dentro da "florzinha de pet". Como não tinha tecido pink (acho que ficaria mais bonito), utilizei um que é próximo do prateado.

Vejam as fotos (a fotógrafa não é boa, vocês sabem né...rs):


A garrafa pet atrás é para mostrar o local exato em que devem cortar: abaixo do rótulo não tem erro!







O tamanho do fuxicão para vocês não errarem:





********

Pinturas e Bordados


Agora trago para vocês meus paninhos de prato pintados - todos combinetes com os barradinhos, é claro...hehehe

Fiz 6 paninhos de prato com motivos diversos de flores e bordei 2 toalhas de rosto em ponto reto. Uma delas deu um trabalho do cão e NUNCA MAIS farei esse bordado... Suei sangue pra conseguir terminar...hahaha

Os paninhos chegaram hoje da costureira, que me enrolou um tempão pra costurar os barradinhos... Como sou péssima pra cobrar, fiquei aqui esperando. Todos são pra presentear ao longo do ano.

Ainda tenho de lavar (uso um sabão líquido de côco) e costumo dar uma engomadinha bem de leve pra ficar bem apresentável...hehehe

Eu tirei um montão de fotos pra ver qual saia menos ruim. No final das contas vou é postar todas elas mesmo...  :O)

Vejam se vocês gostam e depois quero opiniões tá?


Essa é a flor mais fácil de pintar que existe. Aliás, uma das únicas que pinto menos mal...hehehe
Fiz dois iguais.





Esses são hibiscos, mas tive dificuldade em luz e sombra, então não ficou lá muito bom.
Mas como era a flor preferida do meu pai, nunca me furto de aventurar pelos hibiscos, que me trazem sempre boas lembranças...






As mesmas flores das azuis numa versão mais delicadinha e feminina. Achei o barradinho muito fofo e delicado, então tentei copiar!



As hortênsias são bem fáceis de pintar, mas as folhas dão um trabalhão pra acertar luz e sombra...affff...
Mas dá um bom efeito depois de pronto.


Aqui um menininho intrometido deu as caras e ficou zanzando, não me deu sossego na hora da foto e apareceu...rs (todos esses panos de prato ainda serão lavados viu, pois pintei, foi pra costureira, minha mãe viu, 2 amigas viram, voltou...muitas mãos e um gatinho em cima...rs)
Este pano é igual ao primeiro.


Repararam que são as mesmas flores? Isso é bem simples de pintar e basta mudar as cores para dar uma nova cara ao trabalho!
Gostaram do laranjinha?? Eu sou suspeita, pois gosto dessa cor.



Olha aí o Vuvuzinho na foto, todo intrometido...hehehe



Agora vem a parte que mais suei sangue de todas...vixe maria!!
Esse bordado está um escândalo de lindo, mas como deu trabalho!
Gente do céu, quase endoidei! Muda de cor toda hora e a gente tem que contar certinho, senão estraga tudooo!


Aqui ele mais de pertinho. Ficou memo lindo, porém... NUNCA MAIS!!...hehehe


Esta toalhinha fiz pra minha sobrinha, pois ela ama pink.
É bem simples de fazer, pois é com pontos mais longos, e dá um efeito lindo!







**********


Meninas,

Por enquanto é isso...

Esses trabalhos foram feitos ao longo do mês passado e alguns estavam na costureira pra passar o barradinho, por isso demorei pra postar.

Muito obrigada pelos lindos comentários! Adoooorooo e leio todos eles com muito carinho!

Tenham uma ótima semana!

Beijoooo



Tela: Julie Manet
Autor: Renoir



sábado, 17 de julho de 2010

Quando o Chique é bem Simples



O que há de especial em pingado com pão e manteiga?

ou

O que há de especial em pão com mortadela e coca geladinha?







Olá Queridinhas!

Como estão todas vocês? Eu quase mofei com tanta chuva, mas sobrevivi. Hoje os varais aqui de casa estão com lotação máxima!

Eu amoooo o frio, mas frio e chuva prolongada é de lascar...rs

Hoje venho falar de um aniversariante especial.

Eu tenho 4 irmãos, todos homens, então minha casa foi sempre cheia de criança.

Na nossa infância uma das horas mais disputadas do dia era o café da tarde. Era quando a minha fazia muito chá mate para tomarmos com biscoito maizena molhadinho...hehehe.

Mas também tinha os dias de "bater toddy": ela esquentava o leite e batia no liquidificador com Toddy e ficava bem espumoso, uma delícia para comer com pão com mortadela ou então com uma baciada de pipocas. 

Muito raramente tinha refrigerante, pois minha mãe só permitia que tomássemos em aniversários, visitas especiais, festas de fim de ano. Ela dizia que o refrigerante nos deixava mais agitados...rs

Essas lembranças do café da tarde são sempre marcantes e, independente da bebida que tomávamos, havia sempre um companheiro inseparável para cada um de nós: o Copo Americano.

Cada um tinha seu copinho americano, que no fundo era marcado com uma gota de esmalte de cor diferente. A gente já sabia qual era o nosso copo e ele tinha a medida certa para a sede de uma criança. No máximos 2 copos e já nos satisfazíamos.

E eu me lembro, como se fosse hoje, que todo domingo meu pai ficava sentado perto do murinho de casa vendo a gente brincar na rua, momento em que tomava sua cervejinha no Copo Americano.

Minha avó Maria Eugênia adorava tomar cafezinho nele. Ficava na porta de casa assoprando o café fumegante dentro do Copo Americano, enquanto papeava com alguma vizinha ou ralhava com os netos.

Esse copinho simples, magrinho e que passa despercebido para muita gente, em momentos de saudade deixa meus olhos marejados ao pensar em como ele acompanhou minha família...

Pois esse copinho, que para muitos não é nada, está fazendo 63 anos!

De presente, vejam só que chique, ganhou recentemente uma exposição no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa) e se tornou objeto de estudo de designeres e estilistas do mundo todo.

Quem diria que aquele meu copinho americano alçaria voos tão altos??

Mas quando eu li a notícia pensei: ele sempre teve potencial pra isso, mas brasileiro, em geral, não gosta do que é muito simples e barato.

E, agora, precisamos ver esse nosso Copo Americano, ícone de bares e padarias do país, exposto no exterior e sendo estudado por especialistas mundias para muitos aqui no Brasil o enxergarem com um pouco mais de respeito...

Temos de valorizar mais o que é nosso...


Para quem não sabe, o Copo Americano é produzido pela Nadir Figueiredo e chega ao consumidor com preço em torno de R$ 0,75!! Muito barato mesmo!

E, vamos combinar, ele é bem bonitinho e merece mesmo todo esse alvoroço do MoMa, né?



Adoro pão com mortadela e coca no Copo Americano, claro...rs





Que tal decorar seu Copo Americano?

A ideia é de Glauce Marangoni.

Passe tinta vitral e faça bolinhas com tinta relevo. Muito simples!






***********

Vuvu, o Conquistador




Ontem fez um mês que encontrei o Vuvuzela na rua, vocês se lembram?

Trouxe-o pra casa gritando muito, assustado, esfomeado, sujinho e com muitos arranhões. Pesava pouco mais de 300 gramas e todos os gatos o odiaram....

Um mês depois o Vuvu está limpinho, feliz, com mais de 1 quilo e, pra minha surpresa, conquistou quase todos os felinos da casa.

Ele é a alegria dos grandões que, se não o veem por perto, saem no seu encalço...hehehe

Flagrei várias vezes o Creminho procurando por ele, miando pra chamá-lo (e o safadinho vem correndo!). Na hora de comer peito de frango, que os dois adoram, o Creminho "dá a vez" pra ele, espera que ele se satisfaça e só depois come o que sobrou (claro que eu fico com pena e coloco mais depois).

O Pitico, por ter só 4 anos e ser ainda um molecão vigoroso, é o que mais brinca com ele. Um corre atrás do outro num pega-pega infernal...hahaha. Depois se cansam e vão dormir juntinhos.

E pensar que eles há pouco tempo estapeavam o Vuvuzinho...

Mas esse gatinho tem mesmo um charme irresistível, é insistente e sabe conquistar. E se ele "leva um fora" não se dá por rogado: insiste até conseguir um carinho, um chamego, um petisco, um colo...rs

O meu irmão Emerson, que torcia o nariz pra ele, essa semana desmoronou, pois o Vuvu "se mudou" pro quarto dele sem convite nenhum. Chegou como quem não quer nada e lá se enroscou em suas pernas e  ficou aninhado dormindo a noite toda junto com o Creminho...rs

Vejam que maravilha que eles são:



Pitico e Vuvu no maior chamego, com direito a muito banho de língua...hehehe

E o Vuvu, muito esperto, fica quietinho ronronando e esperando que o Pitico termine de limpá-lo...rs


















O dia da mudança do Vuvu para o quarto do meu irmão.

Aqui ele está com o Creminho, que o ADORAAA! Fica procurando o Vuvuzinho, mia pra ele, lambe, chama pra dormir, ensina o lugar novo do pipizinho (o Creminho faz no ralo do quintal...hahaha)

E, olhando as fotos, até parece que são parentes, né?









Aqui o Vuvu com o meu irmão Emerson, o Ogro que queria despejá-lo....hahaha

Eis aí um humano totalmente encantado por um porqueirinha de pouco mais de 1 quilo, repararam?  ;O)




**********

Fofíssimas!

Adorei os comentários de vocês sobre o meu texto em defesa de Eliza Samudio. Muito obrigada.

A participação feminina é importante para que façamos com que as leis sejam cumpridas.

Amanhã tentarei visitar todas vocês, que já sabem que demoro mas não falho....hehehe

Tenham um lindo domingo, curtam suas famílias, suas casas e tomem muita coca em Copo Americano...hahaha

Beijoooo






quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Omissão que alimentou o Monstro






Qual dos dois é o Monstro?








Olá Queridas!

Muito frio por aí? Afff, aqui está de lascar e foi muito de repente. A temperatura caiu mesmo!

Meus peludos felinos estão todos em suas caminhas a essa hora pois, se já são dorminhocos por natureza, imaginem com friozinho....hehehe

Agorinha fui vê-los e o Vuvu estava dormindo com o Pitico, ambos abraçadinos...hehehe. O Fiel, meu collie peludão, está todo feliz, pois ama o frio. Tirei muitas fotos e depois vou postá-las.

É que hoje quero falar de um assunto que, por mais que esteja sendo martelado por toda mídia, ainda necessito externar meu repúdio: trata-se do assassinato cruel de Eliza Samúdio.

O mal que infligiram a essa moça é de uma crueldade atroz, nem mesmo vista nos filmes e livros de Stephen King, o mestre dos horrores que escreveu, entre outros, O Iluminado.

O mais impressionante é ler em muitos blogues, ou mesmo ouvir em conversas paralelas, a velha e  descabida justificativa machista: ela fez por merecer, afinal seu passado era dos piores.

Não quero aqui adentrar neste mérito, mas de antemão não aceito esse tipo de argumento. Nós já sabemos um pouco da vida dessa moça: abandonada pela mãe por duas vezes (aos 6 meses e aos 3 anos) e com pai pedófilo que, muito provavelmente, abusou dela também, pois essa é uma conduta recorrente em casos de pedofilia.

Não mantinha contato com a mãe há 6 anos e o pai, até onde se divulga, pouco ou quase nada sabia da vida da coitada. Com pouco estudo, sem salvaguardas financeiras ou emocionais de parentes que deveriam orientá-la, amá-la e protegê-la, saiu de casa aos 19 anos para nunca mais voltar.

O que uma menina com menos de 20 anos entende da vida? Nada ou quase nada. Para sobreviver uniu-se a quem não devia e trilhou um caminho que, para ela, era normal: usar o corpo, afinal o seu genitor, que era a pessoa que mais deveria protegê-la no mundo, deve ter lhe mostrado que isso era "normal". Psiquiatras dizem que marcas de pedofilia ficam para sempre e atuam na formação do caráter e de juízo de valor.

Portanto, não podemos julgar essa menina pelo rumo de vida que tomou, pois teve seus infortúnios e suas dores desde a mais tenra idade. Falarmos de moralismo para uma menina que não sabe o que isso significa por nunca ter tido em sua formação, é atirar no vazio.

O encontro dela com o goleiro Bruno deve ter sido a saída para essa garota tentar, finalmente, ter sua segurança, algo que todos nós buscamos e que ela nunca teve. Seja segurança material ou afetiva, tratava-se apenas de uma questão de sobrevivência e busca da felicidade. Eu, sinceramente, não a culpo por isso, pois ela não deve ter colocado a arma na cabeça dele para mater uma relação sexual, afinal esse poder nós mulheres não temos.

Falam que ela foi apenas interesseira. E quem se envolve com meninas assim e é casado, espera o que exatamente? Quem é famoso e ganha em um mês o que muitos não ganharão por toda vida, é que deveria se cuidar. Camisinha pode sim ser uma decisão unilateral, basta apenas ter mais cérebro que testosterona.

Depois de tudo feito e a gravidez consumada, a moça foi sequestrada, mantida em cativeiro e obrigada a tomar abortivos que ainda desconhecemos quais sejam, pois nem mesmo a perícia detectou com firmeza.

Como em toda e qualquer relação de violência, ela procurou se proteger como pode. Como não tinha um pai ou uma mãe, procurou o Estado. Exigiu medidas protetivas que vislumbram o direito da mulher, a aplicação da Lei Maria da Penha.

De todo o ocorrido nessa monstruosidade atroz, essa é a parte que mais me chocou, pois se essa moça tivesse sido atendida por quem é pago para protegê-la, eu lhes afianço que nada disso teria acontecido.

As falhas no caso da denúncia de Eliza foram sucessivas e, creio eu, muito bem "pagas". Falharam a delegacia, o Ministério Público, a juíza e a imprensa que não deu a mínima e a viu como apenas mais uma golpista... Uma sucessão de erros imperdoáveis!

Seu exame de urina foi engavetado e só ficou pronto após nove meses e depois do desaparecimento dela.

A juíza diz que a tal lei não é cabível e dá uma justificativa injustificável, dizendo não tratar-se de relação conjugal. Ué, então a mulher tem poder de engravidar sozinha? A subjeitividade equivocada da juíza na interpretação da lei matou essa moça.

O que mais me choca é saber que foi uma juíza, que foi uma mulher que deu essa decisão! Mesmo sabendo que se tratava de uma moça grávida de 5 meses, sozinha no mundo, que foi sequestrada, espancada e forçada a tomar abortivos, ela preferiu interpretar a seu modo, ou seja, eivada de um machisto nojento, cruel e obsoleto.

O Estado, ao não proteger Eliza Samudio, a matou.

Nós só podemos concluir que não adianta a lei ser boa, como é o caso da Lei Maria da Penha, se os operadores do direito não estivem preparados para aplicá-la: o delegado que não encaminhou o exame de urina, a infeliz da juíza que interpretou a lei com um machismo atroz, o MP que não interveio nem mesmo para ler do que se tratava.

O goleiro Bruno, vendo que o caso não daria em nada, potencializou sua crueldade, tramou o sequestro e  a morte de Eliza. Se ele tivesse sido punido e processado pelo Estado, nada disso teria acontecido com Eliza Samudio.

A omissão do Estado alimentou o monstro que sempre existiu dentro do Bruno.

E, friso aqui, o tal Bruno deve ter usado de seu cacife financeiro para "comprar" a omissão da justiça. A nossa justiça é sim vendida, basta conhecer o caminho certo.

A moça saiu fugida de SP e, após ter o filho e estar em dificuldades, foi enganada por Bruno com falsas promessas de ajuda financeira, voltou ao  RJ para depois ser sequestrada, morta, esquartejada e jogada aos cães. 

Agora eu lhes pergunto: além dos pais dessa moça, qual é o maior culpado dessa tragédia? O Estado, pois deixa à disposição das mulheres violentadas funcionários omissos, preguiçosos, vendidos, covardes e machistas.

A lei só funciona para ricos, como no caso da Luana Piovani que recebeu o benefício. Eliza Samudio e a cabeleireira mineira Maria Islene, que fez 8 boletins de ocorrência contra o ex-marido, nada receberam de quem deveria protegê-las e foram trucidadas.

Agora o Estado será processado por não ter protegido Eliza. E sabe quem pagará a conta dessa indenização que será milionária? Todos nós! Nós pagaremos a conta porque uma certa juíza de araque decidiu externar todo seu machismo em uma decisão que tirou a vida da moça, colocou um atleta na cadeia e deixou um bebê sem sua mãe. E a tal juíza e demais funcionários medíocres continuarão recebendo seus polpudos salários mensalmente. Salários que são pagos por todos nós, é claro.

E onde está o CNJ, o Conselho Nacional de Justiça, que não sai em desabalada carreira para expurgar essa juíza da carreira de magistrada? Se fosse nos EUA o que aconteria com ela?

Enquanto continua tudo  como antes no quartel de abrantes, a  maior das vítimas, o bebê Bruninho, prosseguirá cumprindo a maldita sina que era de sua mãe: terá uma vida sem mãe, sem pai e, muito provavelmente, também não será protegido pelo Estado que, se fosse sério, encontraria um tutor decente e jamais entregaria a guarda dele a nenhum dos avós.

E vai doer mais ainda para o Bruninho quando souber que sua mãe foi vítima de um dos crimes mais cruéis que se tem notícia na história do Brasil.

Pobre Bruninho....

E pobre também do nosso país que não protege suas mulheres...










************




Amigas Queridas:

Eu tinha de escrever sobre este assunto.

Eu me senti na obrigação de sair em defesa dessa moça para quem a vida tudo lhe negou, do início ao triste fim. Pelos meios que o abandono lhe ensinou, tentou encontrar a segurança e a felicidade construindo uma família, mas acabou trucidada por seu algoz.

Fica a lição: não podemos jamais julgar as pessoas sem saber do seu passado. Nós somos mais do que a aparência e o estilo de vida, e isso vale, mais do que nunca, para Eliza Samudio e sua triste origem e história de vida.

Que tenham piedade de sua alma, que iluminem o caminho do bebê Bruninho e que o monstro pague pelo fez, tanto aqui como lá.

Tenham todas um ótimo dia!

Beijooooo